Portal da Cidade Pouso Alegre

INVESTIGAÇÃO

Mulher morre após parto e marido denuncia suposto erro médico em Hospital Regional

Esposo diz que paciente recebeu alta mesmo com fortes dores. Ela teve infecção generalizada 

Publicado em 04/08/2026 às 12:22
Atualizado em

Keyla Ferreira Batista morreu após o parto e o marido Mauro Donizetti Mendes denuncia negligência no atendimento hospitalar (Foto: Foto enviada pela família ao Portal da Cidade)

Uma denúncia de suposta negligência médica envolvendo o atendimento de uma paciente no Hospital Regional do Sul de Minas, em Varginha, está sendo investigada pela Polícia Civil. A vítima é Keyla Ferreira Batista, de 32 anos, que morreu no último domingo (2) poucos dias após dar à luz por cesariana a uma menina. Ela era moradora de Cordislândia, no Sul de Minas, cidade distante apenas 70 quilômetros de Pouso Alegre.

O caso foi formalizado por meio de um boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil de Varginha. No depoimento prestado ao delegado, o marido da vítima, Mauro Donizetti Mendes, relata uma sequência de atendimentos que, segundo ele, demonstrariam falhas na assistência médica prestada à esposa.


SIGA TAMBÉM NOSSAS REDES SOCIAIS:

➡️ Grupo de WhatsApp 

➡️ Instagram 

➡️ Facebook 


(Foto cedida pela família ao Portal da Cidade)


Conforme o relato, Keyla deu entrada no Hospital Regional na manhã do dia 28 de julho para o parto. A cesariana foi realizada por volta das 16h e a bebê nasceu sem intercorrências. Ainda no mesmo dia, após ser encaminhada ao quarto, ela passou a reclamar de fortes dores abdominais, sendo medicada pela equipe de enfermagem sob orientação médica.

Segundo o marido, no dia seguinte as dores aumentaram e o abdômen ficou bastante inchado. Ele afirma que a paciente recebeu doses maiores de medicamentos para dor e foi submetida a um exame de ultrassom, que teria apontado complicações na região do estômago. Mesmo assim, teria sido informada de que o tratamento medicamentoso seria suficiente.

Ainda conforme o depoimento, o estado de saúde de Keyla piorou no dia 30 de julho, quando uma tomografia confirmou novas complicações. Apesar disso, Mauro afirma que, na sexta-feira (31), a paciente foi avaliada pela médica responsável e recebeu alta hospitalar, com a orientação de continuar a medicação em casa.

O casal retornou para Cordislândia, mas, segundo o marido, as dores permaneceram intensas durante toda a viagem. Cerca de quatro horas após deixar o hospital, o quadro clínico se agravou e Keyla foi levada ao Hospital Imaculada Conceição, em Monsenhor Paulo.

No local, ela recebeu medicação e, na manhã seguinte, realizou exames laboratoriais e de imagem. De acordo com o relato registrado na Polícia Civil, o médico que a atendeu constatou uma obstrução intestinal e sinais de infecção, informando que ela não deveria ter recebido alta. Pouco depois, a paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória, foi entubada e transferida de volta ao Hospital Regional de Varginha.

Já no hospital, Keyla não resistiu e morreu por volta das 19h de domingo (2). Conforme informado ao marido, a causa da morte foi septicemia, uma infecção generalizada.

No boletim de ocorrência, Mauro afirma acreditar que houve falhas no atendimento, erro no diagnóstico e que a esposa não deveria ter sido liberada diante das fortes dores que apresentava. Ele solicitou que os fatos sejam apurados pelas autoridades competentes.

Keyla Ferreira Batista deixa o marido, uma filha recém-nascida e um filho de 11 anos. O sepultamento está marcado para às 17h desta terça-feira (4) no Cemitério Municipal de Cordislândia. 

A reportagem aguarda um posicionamento oficial do Hospital Regional de Varginha sobre as denúncias. O espaço permanece aberto para manifestação da instituição e dos profissionais citados.


Fonte: Portal da Cidade Pouso Alegre, com informações da PCMG

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp