Portal da Cidade Pouso Alegre

ABATE CLANDESTINO

Polícia apreende 165 Kg de carne de cavalo em abate clandestino. Dois homens presos 

Equinos eram mortos por método cruel, com golpes de marreta na cabeça

Publicado em 10/07/2026 às 16:42

Diversos sacos contendo carne de animais recentemente abatidos estavam numa caminhonete interceptada (Foto: Divulgação PCMG)

Um abate clandestino de equinos, localizado em área rural do município de Campo Belo, no Sul de Minas, foi identificado e teve as precárias instalações lacradas pela Polícia Civil. Na noite desta quarta-feira (8), policiais interceptaram uma caminhonete que transportava carne de equino, dando início à ação.

O local é o mesmo que foi fechado pela Polícia Militar Ambiental em fevereiro deste ano, quando foram apreendidos 800 Kg de equinos abatidos clandestinamente. Na época o proprietário reincidente na prática criminosa não foi encontrado.

Nesta segunda operação, tudo começou quando a Polícia Civil foi informada sobre um incêndio numa propriedade que já estava sendo investigada sob a suspeição de abate irregular de equinos. Ao realizar diligências na área, durante a noite de quarta-feira (8), policiais interceptaram uma picape que conduzia uma carga suspeita, vários quilos de carne. 


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Motorista e carona, que seria ajudante, admitiram tratar-se de carne de cavalo, animal abatido clandestinamente momentos antes. Os policiais apreenderam 165,6 quilos de carne, utensílios e objetos utilizados no abate.  

Com o decorrer das diligências, informações causaram impacto emocional nos policiais. Um dos homens presos revelou que foi contratado para ajudar nas tarefas relacionadas à matança equina, e que os cavalos eram mortos por meio de método cruel, com marretadas na cabeça. 

Conforme a polícia apurou, o local estava extremamente fétido e não possuía nenhuma estrutura convencional para realizar os abates, tudo era feito de forma improvisada e artesanal. Nos arredores os policiais localizaram ossadas de equinos e uma escavação onde eram jogados resíduos orgânicos. 

Conforme a polícia apurou, o local de descarte fica próxima a um manancial e a uma Área de Preservação Permanente. Os danos ao meio ambiente serão avaliados na investigação. 

Os próximos passos da investigação serão a identificação de compradores da carne clandestina, além da participação de outros no esquema e que serão indiciados. 

A carne apreendida foi entregue aos órgãos de fiscalização sanitária para análise e posterior descarte. Os dois homens presos foram levados para a Delegacia e ficam à disposição da autoridade judiciária.  


AÇÃO ANTERIOR


Na ação anterior, realizada na primeira semana de fevereiro deste ano, policiais do meio ambiente descobriram um abate clandestino de equinos em local ermo numa área de desmate na zona rural pertencente ao município de Campo Belo, no Sul de Minas. Foram apreendidos cerca de 800 Kg de carne armazenada em sacos plásticos e acondicionados em freezers.

No local completamente inapropriado e sem qualquer estrutura, eram abatidos cavalos, jumentos, burros e mulas. A atividade era feita sem qualquer higiene e por meios cruéis, impondo dor e sofrimento aos animais.    

Durante a operação a equipe da Polícia Militar do Meio Ambiente encontrou um fosso onde eram descartados os restos mortais dos animais abatidos, como carcaças, cabeças, membros separados dos corpos, cascos, vísceras e outros mais. Do local desprendia um mau cheiro que podia ser percebido a dezenas de metros de distância. 

Prosseguindo as diligências no local, a PMMA localizou cinco freezers abarrotados de carnes já embaladas em sacos plásticos, inapropriadas para o consumo humano, mas que certamente seriam vendidas em transações irregulares em estabelecimentos não fiscalizados. No total foram apreendidos cerca de 800 Kg de carne de equídeos. 

Os órgãos de segurança identificaram o responsável pelo abate clandestino. Trata-se de um homem reincidente na prática desse crime. Mas ele não foi encontrado e a polícia realiza diligências para sua localização. O homem será indiciado em inquérito por crimes ambientais, entre esses poluição do ambiente e maus-tratos a animais.

Fonte: Portal da Cidade Pouso Alegre, com informações da PCMG

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