Portal da Cidade Pouso Alegre

CAUSAS NATURAIS

Morre a fêmea do casal de jacarés do lago do Horto Florestal de Pouso Alegre 

Animal símbolo do Parque tinha 2,25 metros e pesava 69 Kg. Morte foi de causas naturais

Publicado em 22/10/2026 às 17:11

A jacaré-do-papo-amarelo chegou filhote e cresceu nadando nas águas do lago do Horto (Foto: Eriberto Silva/ Arquivo Portal da Cidade)

O Parque Zoobotânico Municipal Fernando Bonillo, também conhecido como “Horto Florestal”, perdeu nesta quarta-feira (21) um dos seus mais icônicos habitantes. Morreu de causas naturais, segundo a direção técnica do local, a fêmea do casal de jacarés-do-papo-amarelo que vivia no grande lago e seus arredores.

O animal chegou ao parque ainda muito jovem e logo se incorporou à paisagem, sendo avistada por vezes sozinha ou em companhia do parceiro macho. Sua idade é calculada em 25 anos. No caso dos jacarés dessa espécie, a expectativa de vida média é de cerca de 30 a 50 anos na natureza. No entanto, alguns indivíduos podem viver além desse período. 


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A fêmea adulta do Horto chegou a atingir 2,25 metros de comprimento e pesava cerca de 69 quilos. Segundo a Prefeitura, o macho é mais comprido, porém a fêmea torna-se aparentemente mais encorpada. 


REMANESCENTES

Após a retirada dos animais que viviam em cativeiro, o Parque Municipal Natural Fernando Bonillo, local popularmente conhecido como Horto Florestal, perdeu suas atrações da fauna silvestre privadas de liberdade. Mas conserva alguns exemplares que há décadas ali viviam soltos e fizeram do local o seu habitat, como aves, capivaras e o casal de jacarés-do-papo-amarelo.

Os dois viviam tranquilamente nadando nas águas mansas ou tomando sol nas imediações do lago, já habituados com a presença de visitantes. Não há registro de ter incomodado ninguém ou ameaçado pessoas. 

O casal vivia lá no seu cantinho, alimentando-se do que a natureza à sua volta tem a oferecer, esquentando-se ao sol e refrescando-se em constantes imersões no lago. Até que nesta quarta-feira (21), a fêmea cumpriu o seu ciclo de vida, deixando solitário o seu companheiro. 

Em nota, a Prefeitura registra que a ilustre moradora do Parque deixa “muitas histórias e lembranças para quem teve a oportunidade de conhecê-la. Mais do que uma moradora, ela fez parte da história do nosso Horto Florestal”.

Segundo a bióloga Nívea Milagres, o corpo está sendo preservado e será submetido ao processo de taxidermia, para que em seguida seja inserido no acervo do Museu de História Natural que este sendo criado em Pouso Alegre, para dar registro à fauna e flora locais.

Fonte: Portal da Cidade Pouso Alegre, com informações da PMPA

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