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CONDENAÇÃO

Estuprador e assassino de adolescentes condenado a 40 anos por crime no Sul de Minas

Réu considerado um matador em série já tinha outras condenações por estuprar e assassinar suas vítimas 

Publicado em 01/10/2026 às 11:51
Atualizado em

Sandro Luiz Alves Portilho foi julgado pela morte da adolescente Daniela de Paula, assassinada em 2011 (Foto: Redes sociais)

O Tribunal de Justiça da Comarca de Lambari, no Sul de Minas, condenou a 40 anos e 4 meses de prisão Sandro Luiz Alves Portilho pela morte da adolescente Daniela Maria Paiva de Paula, de 12 anos. O crime aconteceu em 2011 e permaneceu sem autoria definida durante anos.

O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (30), cerca de 15 anos após o assassinato. O réu foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e destruição e ocultação de cadáver. Os jurados reconheceram as qualificadoras apresentadas pela acusação, entre elas o emprego de meio cruel, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Daniela desapareceu em 13 de maio de 2011, depois de sair de casa para encontrar a mãe, que trabalhava como diarista. Ela, porém, não chegou ao local. Três dias depois, um agricultor encontrou o corpo da menina parcialmente nu e carbonizado em uma área de mata nas proximidades do Parque Estadual Nova Baden.

A autoria começou a ser esclarecida anos depois. Em 2017, uma confrontação de materiais genéticos relacionados a outros crimes atribuídos a Sandro apontou compatibilidade entre o DNA dele e o material biológico encontrado no corpo da adolescente.

Durante o julgamento, Sandro negou ter cometido os crimes. A sessão começou às 9h20 e foi presidida pelo juiz André Luiz Polydoro. O Conselho de Sentença foi formado por sete jurados, sendo quatro homens e três mulheres.



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VIDA DE CRIMES E CONDENAÇÕES

Sandro já acumula outras condenações por crimes violentos. Em 2017, ele foi preso no Rio de Janeiro após a morte de Thifany Nascimento de Almeida, de 11 anos. Segundo as investigações, a menina teria sido atraída sob a promessa de receber um filhote de cachorro. O corpo foi localizado dentro de uma mala na comunidade de Acari. Pelo crime, ele foi posteriormente condenado a 37 anos de prisão por homicídio e ocultação de cadáver.

Em Minas Gerais, Sandro também foi condenado pela morte de Hanah Pereira da Silva, de 17 anos. O corpo da adolescente foi encontrado carbonizado em janeiro de 2011, dentro de um chalé em Lambari. Em 2022, ele recebeu pena de 21 anos de prisão pelo homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Na Justiça de Juiz de Fora, o réu foi condenado a 14 anos de prisão pelo assassinato de Maria Helena Marçola Alves, de 37 anos, crime ocorrido em 2004. Em 2019, recebeu ainda uma pena de 11 anos pelo estupro de uma adolescente de 16 anos.

As investigações de diferentes casos levaram autoridades a relacionar Sandro a uma série de crimes sexuais e homicídios cometidos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. A Justiça também apontou semelhanças no modo de atuação em diferentes ocorrências.

A condenação pelo assassinato de Daniela encerra mais uma etapa de um processo que permaneceu sem solução por anos e que teve a identificação genética como um dos elementos decisivos para a investigação.

Fonte: Portal da Cidade Pouso Alegre, com informações do TJMG

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