O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve na Justiça a condenação do contador Daniel Juliano Alves, denunciado pela prática de 367 crimes de peculato, em continuidade delitiva, e dois delitos de lavagem de dinheiro. Os crimes envolveram o desvio de recursos do Instituto de Saúde dos Servidores Públicos de Varginha (ISA), no Sul de Minas.
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A Justiça fixou a pena do réu em 13 anos e três meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 52 dias-multa. Daniel foi sentenciado também a devolver o valor de R$ 1,7 milhão, acrescido de juros de mora de 1% ao mês e correção monetária pela tabela da Corregedoria-Geral de Justiça, calculados a partir da data dos fatos.
A acusação foi conduzida pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Varginha, com o apoio do núcleo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) regional.
Em março de 2018, o MPMG cumpriu três mandados de busca e apreensão em Varginha e Santana da Vargem. A operação apurou o desvio milionário dos cofres municipais efetuado por ex-funcionários do instituto, que realizavam saques de cheques da instituição em uma agência bancária, empréstimos pessoais descontados diretamente na conta do ISA e aumentos fraudulentos de salários.
Os envolvidos também foram denunciados por lavagem de dinheiro por adquirirem bens móveis e imóveis em nome de terceiros e realizarem benfeitorias em propriedades particulares. Um dos denunciados faleceu durante a tramitação do processo.