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Contador viciado em apostas online é preso por desviar R$ 1,68 milhão da Ultrapão em PA

Homem de 29 anos admitiu ser viciado em apostas. Prisão ocorreu na casa dele em Pouso Alegre

Publicado em 08/10/2026 às 13:35
Atualizado em

O investigado trabalhava no setor financeiro da indústri Ultrapão, fabricante de produtos de panificação. (Foto: Divulgação)

Um contador de 29 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (8) em Pouso Alegre, acusado de desviar cerca de R$ 1,68 milhão da empresa Ultrapão Alimentos, para investir em apostas online.  A prisão ocorreu por volta das 6h, efetuada na casa dele por uma equipe da Delegacia Regional da Polícia Civil. 

Ainda na manhã desta quinta-feira, uma coletiva de imprensa foi concedida na sede do 17º Departamento da Polícia Civil, onde o delegado de Crimes contra o Patrimônio, Renato Gavião, relatou detalhes da operação. 


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A autoridade informou que também foram apreendidos o celular e o computador do contador, equipamentos importantes na investigação. Também foi solicitada a quebra dos sigilos bancário e fiscal para mapear a rota final dos recursos. O investigado teria informado que o dinheiro desviado foi destinado a apostas online e admitiu ser viciado em jogo. 

As investigações apontam que os desvios de dinheiro foram praticados num período de apenas três meses. Porém, o suspeito trabalhava no grupo empresarial há alguns anos e desde 2024 possuía autonomia financeira, o que levanta suspeitas de possíveis desvios anteriores e que serão apurados. 

Ele foi demitido tão logo as primeiras suspeitas foram confirmadas, mas segundo o que foi apurado até agora, continuou praticando os desvios através de uma chave pix criada por ele e vinculada ao e-mail da empresa, possibilitando o recebimento diretamente de clientes. Os recursos eram depositados também em uma segunda conta, que tem sua esposa como titular. 

O contador com prisão preventiva decretada vai responder por crime de furto qualificado por abuso de confiança. Neste caso, em razão da confiança, ele tinha livre acesso ao bem furtado. O Código Penal prevê para esse crime de 2 a 8 anos de reclusão e multa.

Fonte: Portal da Cidade Pouso Alegre, com informações da PCMG

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