Portal da Cidade Pouso Alegre

DRAMA

Família vive em carro enquanto espera tratamento para filha em Pouso Alegre 

Sem apoio assistencial, pais enfrentam dificuldades enquanto aguardam diagnóstico de tumor em criança de 2 anos  

Publicado em 22/04/2026 às 10:59

A pequena Cecília, de apenas 2 anos, está em Pouso Alegre em busca de tratamento para um tumor na bexiga (Foto: Cedida por familiares ao Portal da Cidade)

A rotina de uma família de Extrema, no Sul de Minas, foi interrompida por um diagnóstico preocupante. A pequena Cecília, filha de apenas 2 anos, está em Pouso Alegre no Complexo Hospitalar Samuel Libânio, em busca de tratamento para um tumor na bexiga. Desde então a família enfrenta uma dura realidade marcada por incertezas e falta de suporte. 

Há 16 dias, completados nesta quarta-feira (22), os pais e um irmão de seis anos da menina vivem em um carro estacionado numa rua próxima ao hospital, sem condições de arcar com as despesas de um alojamento em hospedaria. 

Sem condições financeiras para se manter na cidade, eles passaram a se revezar entre o hospital e o carro da família, um VW Space Fox ano 2009 de cor cinza metálica, onde têm dormido. O pai deixou o emprego para acompanhar o tratamento da filha e relata que não houve oferta de acolhimento ou auxílio por parte do poder público de Extrema.

Ao PORTAL DA CIDADE Rafael Silveira de Lima, de 31 anos, relatou as muitas dificuldades encontradas e o pouco apoio recebido. Ele disse que procurou algumas instituições em Pouso Alegre, inclusive a Casa Zoé de Castro Marques. O espaço é destinado a pacientes que estão em tratamento e precisam aguardar o transporte para suas casas, além de acompanhantes que aguardam seus amigos ou familiares terminarem o tratamento. Segundo ele, o apoio oferecido foi parcial, limitando-se apenas ao café da manhã e banho. As demais refeições são feitas em estabelecimentos comerciais e a dormida é no carro.

De acordo com Rafael, tentativas de contato com representantes políticos e com a Secretaria Municipal de Saúde não tiveram retorno até ontem (21). Enquanto isso, a família segue sem acesso a suporte logístico básico, como moradia temporária ou ajuda de custo.

Diante da repercussão do caso em redes sociais, nesta quarta-feira (22), segundo o pai da menina, a assistência social da Prefeitura de Extrema entrou em contato com ele, mas apenas perguntou se a família estrava precisando de apoio e não anunciou qualquer ajuda. 

Também na manhã desta quarta-feira saiu o resultado de uma ressonância magnética solicitada pelo hospital. O exame será encaminhado para o setor de Oncologia e vai determinar os próximos passos do tratamento.

Até lá, a família depende da solidariedade de amigos e de doações para custear alimentação, combustível e outras despesas básicas. Sem previsão de retorno para casa, o caso expõe fragilidades no atendimento a pacientes em situação de vulnerabilidade e levanta questionamentos sobre a assistência oferecida por municípios de origem em casos de tratamento fora do domicílio.


COMO AJUDAR

Se alguém ou alguma empresa deseja ajudar, a família disponibilizou uma chave Pix para doações: 35991488455 // Telefone para contato: (35) 99158-8509

Fonte: Portal da Cidade Pouso Alegre

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp